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quarta-feira, 4 de março de 2009

Tormenta

Tela de Gregory Crewdson



O tempo é curto

Para que eu descreva o surto

Que esparramei naquele lugar.


Cheguei retumbando tormentas,

Anunciando que vim para

Esparramar contendas.


Era um lugar isolado.

Pessoas falavam e falavam,

Eu seguia todos

Com olhar velado.


Pisei num canteiro de flores,

Levantei vários segredos,

A negra cor das paixões

E uma coleção de dores.


Farto de ver alcei-me ao redor,

Espalhei folhas,

Levantei o pó das coisas,

Vi nos olhos o horror.


Armei um vendaval aziago,

Embalei tal estrago

E para minha tristeza

Arranquei os brincos de uma princesa.

3 Comentários:

  • Sublimes versos escapam das almas dos poetas
    Viajando até ao fundo dos céus como balões …
    Suspensos ficam no tecto brilhando poesias inquietas
    Reflectindo olhos orvalhados em prados de emoções

    Dedicado a todos
    Os poetas e poetisas
    Deste mundo,
    Os que já adormeceram,
    E aos outros
    Que ainda nem sono têm...

    Bem hajam!

    Um resto de uma boa semana...

    O eterno abraço…

    -MANZAS-

    Por Blogger manzas, às 5 de março de 2009 07:18  

  • Tocavam os raios ensolarados e madrugadores
    Nas vastas planícies, terras por conquistar…
    Do chão brotavam vidas e esperanças de amores
    Colhidas por ninfas ao som de flautas, a dançar

    Mas nessas terras, também corriam ventos de tirania
    Trazidas por lordes e senhores de um Rei ditador…
    Cobrando liberdade a um povo que por ela ardia
    Forçados às leis impostas pelas espadas, suor e dor

    Um resto de uma agradável semana!

    Bem-haja!

    O eterno abraço…

    -MANZAS-

    Por Blogger manzas, às 18 de março de 2009 03:57  

  • Que lindo Manzas!
    Prazer em tê-lo aqui.

    Por Blogger O que Cintila em Mim, às 19 de março de 2009 14:31  

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